João Santana e Monica Moura cumprirão pena em casa, com tornozeleira

Os marqueteiros João Santana e Mônica Moura foram absolvidos nesta segunda-feira (26) pelo juiz Sergio Moro dos crimes de corrupção, mas condenados por 19 atos de lavagem de dinheiro. O casal foi condenado a sete anos em regime fechado mas, como fez delação premiada, a pena será substituída por prisão domiciliar e uso de tornozeleira eletrônica por um ano e meio. O casal vai colocar as tornozeleiras somente após a ação transitar em julgado, para isso, basta que Ministério Público e defesa não recorram da decisão de Moro.

"Moro acertadamente absolveu-os do crime de corrupção pela segunda vez, uma vez que os valores recebidos foram em razão dos serviços de marketing prestados. Com relação a condenação do crime de lavagem, as penas serão substituídas pelas previstas no acordo de delação, uma vez que Moro reconheceu a contribuição das informações prestadas na colaboração", disse ao GLOBO Juliano Campelo Prestes, advogado do casal de marqueteiros.

A ação é relacionada ao ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, cuja sentença foi proferida por Moro nesta segunda-feira. Palocci foi condenado a 12 anos de prisão por corrupção passiva, envolvendo contratos com a Odebrecht na construção das sondas entre Sete Brasil e o Estaleiro Enseada do Paraguaçu. Ele também foi condenado por 19 crimes de lavagem de dinheiro.

Santana e Mônica já haviam sido condenados por Moro em fevereiro deste ano pelos crimes de lavagem de dinheiro em outro esquema de corrupção na Petrobras, a oito anos e quatro meses de prisão por lavagem de dinheiro. Eles também haviam sido absolvidos por corrupção. Eles estão recorrendo deste processo em liberdade, e não portam tornozeleiras.

Santana e Monica foram presos em fevereiro de 2016, alvo da Operação Acarajé, na 23ª fase da Lava-Jato. O casal de marqueteiros do PT foi solto em agosto do ano passado, depois de iniciar tentativa de delação premiada e pagar fiança de R$ 2,7 milhões. A delação foi homologada em abril de 2017 pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal.

Fonte: Época Negócios

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