Mais de 8 mil empresas foram extintas em Alagoas em 2016, aponta Juceal

Mais de 8 mil empresas foram extintas em Alagoas em 2016, número maior do que o registrado em 2015. Os números foram divulgados nesta quarta-feira (11) pela Junta Comercial de Alagoas (Juceal)

Por outro lado, os dados da Juceal revelamm que, no mesmo período, foram constituídas 19 mil novas empresas.

Foram fechados exatamente 8.348 negócios naquele ano. Em 2015, foram 6.206 extinções. O órgão explica que o crescimento desses números segue uma tendência iniciada nos últimos anos.

Em 2014, por exemplo, 4.433 empresas fecharam as portas. Em 2013, esse número foi de 3.371, e em 2012, 1.267. Entre esses dois anos, a evolução no número de fechamentos foi de 166%, o maior valor proporcional entre os anos analisados.

Dos negócios extintos em 2016, 1.982 eram microempresas (ME), 277 de pequeno porte (EPP) e 464 empresas consideradas sem porte. A maioria, 5.625, corresponde a microempreendedores individuais, que são aqueles com faturamento máximo de R$ 60 mil ao ano e não contam com participação em outra empresa como sócio ou titular.

Com relação às categorias em que esses negócios extintos atuavam, a maioria era da modalidade comércio, com 4.441 casos, seguida de Alojamento e Alimentação (843) e Indústria de Transformação (663).

O presidente da Juceal, Carlos Alberto Barros de Araújo, explica que o crescimento do número de empresas extintas não se deve apenas à crise econômica. Ele cita também a facilidade de extinção dos MEIs, a desburocratização do registro para outros portes empresariais e a legislação simplificada.

“Como os dados mostram, esse aumento não acontece de hoje, é algo visto há alguns anos. Existia um ditado que falava que abrir uma empresa era difícil e fechá-la, impossível. Estamos mudando isso. Na Junta Comercial, o processo caminha de forma online, sendo disponibilizado para o cliente em até 48h após o protocolo”, diz Araújo.

Ele conta que a partir da aprovação do decreto 44.971, de 2015, o empresário deixou de precisar de todas as certidões negativas e passou a poder baixar a empresa com mais facilidade. “Isso tirou uma demanda reprimida de empresas paradas há anos”, conclui o presidente da Juceal.

O órgão afirma também que o levantamento foi feito com base nos Números de Identificação do Registro da Empresa (Nire), inserido dentro do banco de dados da Juceal e que apresentaram o status “extinto” no período analisado.

Fonte: Globo.com

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