Motoristas recusam proposta e seguem paralisação na região

Após assembleia realizada nesta tarde de quarta-feira (11), os motoristas e cobradores decidiram continuar a paralisação nas linhas municipais e intermunicipais de Sumaré (SP), Hortolândia (SP), Americana (SP) e Monte Mor (SP). No entanto, o ato também afeta alguns trajetos de Campinas (SP), Nova Odessa (SP) e Santa Bárbara d'Oeste (SP).

Segundo o sindicato da categoria, alguns funcionários receberam uma parte do pagamento e a proposta das empresas era quitar o restante nesta sexta-feira (13). No entanto, os trabalhadores decidiram manter a paralisação em apoio aos que ainda estão sem os salários.

Ainda de acordo com o sindicato, os salários deveriam ter sido quitados no quinto dia útil deste mês. No ano passado foram 14 paralisações, a primeira ocorreu há um ano, segundo levantamento da EPTV, afiliada TV Globo.

Monte Mor

Em Monte Mor, os terminais de ônibus ficaram vazios na manhã desta quarta-feira. A pesquisadora de informações Deise Mazzarino mora no município, mas está de mudança para Campinas, onde trabalha, por conta da dificuldade de conseguir transporte intermunicipal. "Não tem condição de morar aqui na cidade por causa do transporte urbano, é o que mais dificulta", afirmou.

Urbano-Hortolândia

Em Hortolândia, a Prefeitura colocou ônibus escolares com cobrança em dinheiro para reduzir a falta dos coletivos. O sindicato que representa as empresas do transporte metropolitano (Setcamp) alegou que os salários dos funcionários do município e também de Monte Mor foram pagos, mas a paralisação foi mantida.

No terminal de ônibus, nesta manhã, não havia ônibus em circulação e os passageiros não foram ao local, uma vez que foram avisados sobre a continuidade do protesto da categoria.

Versões

O sindicato das empresas de transporte intermunicipal da região de Campinas afirmou que 70% dos salários foram pagos na terça-feira (10).

A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) informou que disponibilizou 40 microônibus, que fazem parte de uma reserva técnica, para atender a população durante a paralisação. Os coletivos foram enviados para os eixos Hortolândia-Campinas e Sumaré-Campinas.

Além disso, segundo a EMTU, as empresas Ouro Verde e Boa Vista, responsáveis pelo transporte intermunicipal das cinco cidades, serão autuadas pelo descumprimento do serviço. As prefeituras também afirmaram que vão atuar as companhias. Aproximadamente 100 mil passageiros foram prejudicados com a paralisação.

Campinas

Os motoristas dos ônibus da linha municipal azul claro, que atende o distrito de Ouro Verde, em Campinas (SP), voltaram ao trabalho no final da manhã desta quarta-feira após uma paralisação por atraso de salários.

Os funcionários aguardavam receber 30% dos vencimentos que não haviam sido pagos na terça-feira (10). De acordo com o sindicato da categoria, o dinheiro foi depositado e a circulação da frota já foi normalizada.

De acordo com a empresa VB1, os funcionários receberam 50% dos salários e 100% das horas extras na terça-feira, totalizando 70% do que deveriam receber. Sem a totalidade, os motoristas e cobradores cruzaram os braços na manhã desta quarta e só retornaram após estarem com 100% do dinheiro na conta, o que aconteceu por volta das 11h30.

O terminal do distrito ficou fechado durante a manhã e os usuários foram obrigados a recorrer aos coletivos de outras linhas, entre elas, a vermelha, que circula pela região do distrito do Campo Grande e percorre o corredor da Avenida John Boyd Dunlop.

Valinhos e Vinhedo

Os ônibus que fazem o transporte intermunicipal de Valinhos (SP) e os urbanos de Vinhedo (SP) tiveram atraso no início da operação na manhã desta quarta, uma vez que os funcionários não iniciaram as atividades no horário habitual. De acordo com a empresa, 70% dos salários foram pagos e o restante será quitado ao longo do dia.

Aumento da tarifa

As passagens dos ônibus intermunicipais foram reajustadas domingo (8), nas 146 linhas que circulam na Região Metropolitana de Campinas (RMC). O aumento foi de 7,06% e varia de acordo com a quilometragem.

Segundo a Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos, o reajuste leva em consideração os custos com os insumos do transporte como mão de obra, combustível e veículos, além de cláusulas contratuais com o Consórcio Bus+.

Dezoito cidades da região serão afetadas com o aumento da tarifa, entre elas Sumaré (SP), Hortolândia (SP), Indaiatuba (SP), Valinhos (SP) e  Monte Mor (SP).

Fonte: Globo.com

Comentários