Figurinista ainda não prestou queixa contra José Mayer

“Trabalhar de segunda a sábado com José Mayer era rotineiro. E com ele vinham seus ‘elogios’. Do ‘como você se veste bem’, logo eu estava ouvindo: ‘como a sua cintura é fina’, ‘fico olhando a sua bundinha e imaginando o seu peitinho’, ‘você nunca vai dar para mim?’”, relatou Su.

“[...] Dentro do camarim da empresa, na presença de outras duas mulheres, esse ator branco, rico, de 67 anos, que fez fama como garanhão, colocou a mão esquerda da minha genitália [...] E disse que era um desejo antigo. Elas [as duas mulheres]? Elas, que poderia estar em meu lugar, não ficaram constrangidas. Chegaram até a rir de sua ‘piada’. [...] Me vi sozinha, desprotegida, encurralada, ridicularizada, inferiorizada [...] Senti desespero, nojo, arrependimento de estar ali”, declarou.

“[...] Ele no centro, sob os refletores, no cenário, câmeras apontadas para si, prestes a dizer seu texto de protagonista. Neste momento, sem medo, ameaçou me tocar novamente se eu continuasse a não falar com ele. E eu não silenciei. ‘Vaca’, ele gritou. Para quem quisesse ouvir.

“Chega. Procurei quem me colocou ali. Fui ao RH. Liguei para a ouvidoria. Fui ao departamento que cuida dos atores [...] A empresa reconheceu a gravidade do acontecimento e prometeu tomar as medidas necessárias. Me pergunto: quais medidas? Que lei fará justiça e irá reger a punição? Que me protegerá e como?”, indagou.

Fonte: Cidadeverde.com

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