Audiência no TRT tenta acordo para fim da greve

Audiência no TRT tenta acordo para fim da greve

Usuários de ônibus reclamam de dificuldades no sistema de transporte - EMÍDIO MARQUES / ARQUIVO JCS

A greve dos trabalhadores do transporte urbano de Sorocaba entra hoje no quinto dia. Mas às 16h30, em Campinas, haverá mais uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15ª), entre o sindicato da categoria, empresas e a Urbes.

A quarta audiência de conciliação foi agendada a pedido da entidade sindical. Em nota, a Urbes confirmou que as empresas também participarão do encontro. A última proposta feita foi a de 4% de reajuste retroativo a 1º de maio, mais 2% a partir de janeiro de 2018, aumento do tíquete-refeição de R$ 20 para R$ 21, e a PLR de R$ 1.500 para R$ 1.560. Mas enquanto não se chega a um consenso, a mobilização caminha para alcançar uma das greves mais demoradas da cidade, ocorrida em 1990, que durou seis dias. Naquela ocasião, as principais reivindicações eram aumento salarial e redução de jornada de trabalho.

Ontem mais uma vez muitos usuários tiveram dificuldades para se deslocar, como no caso da professora Dalva Dias Durval, que reside no Cajuru e leciona numa escola estadual da Vila Santana. No início da noite, no Terminal Santo Antônio, ela contou ter utilizado o intermunicipal que vem de Itu para chegar ao Éden e lá pegar o ônibus da linha interbairros até o Alto da Boa Vista, de onde seguiu a pé para a escola. No retorno, ela pretendia novamente pegar a linha Santa Rosália, chegar à Prefeitura e então tomar o Cajuru.

Já o vigilante Luiz Maicon de Oliveira, que entraria no trabalho às 20h no bairro Ipanema das Pedras, precisaria acionar Uber ou táxi, uma vez que ao chegar ao Terminal Santo Antônio, soube que aquela linha (67) não estava operando ontem. O professor Vinícius César Dias ligou à redação no final da noite para reclamar da inoperância dos telefones 118 (Urbes) e 156 (Prefeitura) "num momento como esse, em que a população necessita de informação". Ele disse ter embarcado, por volta das 21h30 na linha do Parque Campolim (65), mas a catraca estava quebrada. Os passageiros, revoltados com a situação, acabavam entrando pelas portas traseiras quando o coletivo parava nos pontos.

Troca de acusações

Ontem, novamente o sindicato da categoria e a Urbes trocaram acusações referentes ao cumprimento da liminar judicial, que determina a circulação de 70% da frota de cada empresa nos horários de pico (das 6h às 9h e das 17h às 20h), e nos demais horários a utilização de 50% de cada frota.

Segundo a Urbes, no horário de pico da manhã, a empresa STU teria rodado com 69% da frota, o que equivale a 126 ônibus, enquanto a Consor teria cumprido a ordem judicial, com 70% dos ônibus rodando, com 124 coletivos. Na parte da tarde, em torno das 16h30, quando o exigido seria 50% de cada empresa, a empresa pública informou que a STU estaria com 48% das frota nas ruas (88 ônibus), e a Consor com 56%, ou seja, 99 veículos. No início do horário de pico da tarde para noite, a Urbes acusou a STU de operar com 69%, enquanto a Consor estaria com os 70% exigidos.

As denúncias da Urbes ocasionaram, no início da noite, uma nota do sindicato, que por sua vez acusa a gerenciadora do transporte de querer induzir ao erro. Segundo o sindicato, a Urbes não considera os veículos do transporte especial que estão circulando 100%.

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Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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