Chefão da Samsung pode ser um dos suspeitos em caso de corrupção na Coreia

Ao que parece, mesmo fechando o ano no azul, a Samsung está passando por algum tipo de “inferno astral” das empresas de tecnologia. Apesar de o fato mais notável de 2016 para o público geral ter sido o caso dos Galaxy Note 7 explosivos, a companhia também sofreu na virada do ano com um processo de violação das leis internacionais de comércio graças a uma ação movida pela Whirpool, nos EUA. Agora, um dos chefões da sul-coreana está sendo acusado de participar de um esquema de suborno na esfera política.

O episódio estourou nesta quarta-feira (11) por conta de uma citação não-oficial feita promotores especiais da Coreia do Sul, que indicaram Lee Jae-yong, vice-presidente da empresa, como um dos principais nomes envolvidos em um escândalo de tráfico de influência. A história parece tão séria que até mesmo a atual presidente do país pode acabar sofrendo um processo de impeachment. Com isso, Park Geun-hye, já afastada do cargo, pode se tornar a primeira líder local a ser removida da presidência.

Mesmo parecendo o trecho de um capítulo de novela mexicana, o caso é bem real e teve início com acusações de corrupção envolvendo a própria presidente e uma amiga bastante influente em suas decisões, Choi Soon-sil – que, supostamente, também é xamã e líder de uma seita religiosa sul-coreana. Onde a Samsung entra nessa brincadeira? De acordo com as autoridades do país, Lee Jae-yong e outros executivos de alto escalão da empresa teriam feito pagamentos substanciais para diversos negócios e fundações sob as asas de Choi Soon-sil.

Segundo um levantamento inicial feito ao longo das investigações, a soma desses depósitos pode ter ultrapassado facilmente os US$ 25 milhões (mais de R$ 80 milhões), com a suspeita que boa parte desses valores podem ter sido usados para facilitar a aprovação da fusão entre uma subsidiária da Samsung e a Cheil Industries, ainda em 2015. Desde o início toda a negociação foi envolvida em controvérsia e parece ter contado com a ajuda de lobistas para que a empreitada fosse aprovada no congresso.

Se o envolvimento do vice-presidente da marca for confirmado, esse pode ser apenas mais um capítulo no histórico de atividades nebulosas da companhia na Coreia do Sul. Isso porque o executivo é filho de Lee Kun-hee, antigo chefão da fabricante de eletrônicos, que, em 2008, precisou abdicar do comando da empresa por conta de uma condenação pelos crimes de fraude e evasão fiscal. Será que a Samsung vai ter que cortar na própria carne para se livrar de mais um caso polêmico em sua terra natal?

Fonte: Tecmundo

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