Macaco tem sexo com uma corça. Momento raro foi gravado por cientista

Um macaco da neve japonês macho tentou – e conseguiu – copular com uma corça, a fêmea do veado, na ilha de Yakushima, no Japão. É apenas a segunda vez que os cientistas observam uma tentativa de cruzamento sexual entre duas espécies tão distantes uma da outra. O momento foi gravado em vídeo por uma equipa de cientistas franceses que tinham viajado até esta ilha para estudar as relações interespecíficas (as estabelecidas entre espécies diferentes) no mesmo habitat.

De acordo com o estudo publicado no jornal Primates, o macaco tentou copular com pelo menos duas fêmeas de veado. A primeira corça que o macaco montou expulsou-o das suas costas e fugiu. Mas a segunda corça, com quem o macaco conseguiu de facto copular, não mostrou objeção à relação sexual. A última vez que algo semelhante foi observado no mundo animal foi em 2006, quando os cientistas viram focas a manterem relações sexuais com pinguins-real de forma consentida. A seguir, a foca matou o pinguim e comeu-o.

A teoria que melhor explica este tipo de comportamento é a privação de sexo. O estudo coloca a hipótese de este macaco não ter contacto com muitas fêmeas da sua espécie e portanto ter necessidade de copular com fêmeas de outras espécies. Há também a hipótese de o macaco ser muito jovem e estar no início da sua vida sexual ou que tenha algum tipo de problema que o impeça de distinguir fêmeas da sua espécie das fêmeas de outras espécies. Marie Pelé, a líder desta investigação da Universidade de Estrasburgo, explica no estudo que “o mais provável é este macaco pertencer a camadas baixas na hierarquia do seu grupo” e ser um indivíduo periférico, com menos oportunidades para acasalar.

O comportamento sexual entre duas espécies já tinha sido observado muitas vezes antes, mas apenas entre espécies filogeneticamente próximas (como o leão e o tigre, por exemplo). Há exemplos muito raros desse comportamento entre espécies muito distantes quando são mantidos em cativeiros, mas é extremamente raro encontrar casos desses na vida selvagem.

Fonte: Observador

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