Bolsa segue em alta e dólar em queda um dia após turbulência histórica

A ação da JBS declina pelo sétimo pregão consecutivo e já acumula queda em torno de 25% neste ano. No fim da manhã, o recuo era de 0,35%, a R$ 8,55. O papel estava entre as maiores variações negativa do Ibovespa. Ações que despencaram na quinta, como Petrobras, Cemig e Banco do Brasil se recuperam. A ação do Banco do Brasil liderava as altas do Ibovespa, esboçando recuperação após a queda de 19,91% registrada na quinta. No início do pregão, o papel avançava 6,20%, a R$ 28,76, com a segunda maior variação positiva do índice, que no mesmo instante subia 1,72%, aos 62.655 pontos. Os demais bancos também sobem: Bradesco PN (+3,08%), Itaú Unibanco PN (+3,55%) e Santander UNIT (+2,94%). As taxas de juros fecharam nos limites de oscilação máxima, com alguns agentes descartando a possibilidade de haver redução da Selic na reunião do dia 31 de maio, sobretudo diante da pressão no câmbio. O que é dado como certo é que não há mais ambiente para acelerar o ritmo de corte para 1,25 ponto porcentual. Temer orientou sua equipe a "partir para o enfrentamento", na tentativa de mostrar que não está acuado com as delações da JBS nem com o inquérito autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para investigá-lo. O mais popular fundo de índice de ações do Brasil negociado no Japão, o Next Funds Ibovespa Linked ETF, registrou fortes perdas pelo segundo dia consecutivo. O ETF brasileiro fechou em baixa de 6,52% em Tóquio nesta sexta, após sofrer um tombo de 7,54% na sessão anterior. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) convocou uma sessão extraordinária de seu Conselho Federal para este sábado, 20, a fim de discutir a possibilidade de pedir o impeachment do peemedebista. No Congresso, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê eleição direta em caso de vacância da Presidência da República, seja em função de renúncia, impeachment ou cassação do mandato pela Justiça Eleitoral, será pautada para ser analisada pelos integrantes da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na terça-feira, dia 23.

Fonte: O Tempo

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