Bolsas de NY têm 2º sessão consecutiva de alta, mas recuam na semana

SÃO PAULO  -  As altas de quinta-feira e de hoje em Wall Street sinalizaram a retomada da confiança dos investidores no bom momento da economia dos Estados Unidos. Mas, se não apagaram totalmente as marcas do pânico político que se instaurou no início da semana e atingiu o ápice na quarta-feira, quando as bolsas de Nova York registraram o pior pregão do ano, chegaram perto.

Após ajustes, o Dow Jones fechou em alta de 0,69%, a 20.804,84 pontos. O S&P 500 avançou 0,68%, a 2.381,73 pontos. O Nasdaq subiu 0,47%, a 6.083,70 pontos.

Todos os 11 setores do S&P 500 terminaram com ganhos. Mas as altas desta sexta-feira vieram a reboque mesmo da valorização das commodities metálicas e do petróleo. Os subíndices de indústrias, energia e matérias-primas lideraram os ganhos no S&P 500, com valorizações de, respectivamente, 1,32%, 1,20% e 0,82%.

Entre os papéis de companhias ligadas à cadeia de óleo e gás, Anadarko e Devon Energy estiveram entre as maiores altas do subíndice de energia, com ganhos de 2,32% e 4,09%, respectivamente.

No Dow Jones, o quadro foi semelhante. Apenas quatro ações de 30 componentes encerraram a sessão no território negativo. As altas foram puxadas por Caterpillar, GE e Boeing, com subidas de, respectivamente, 2,21%, 2,07% e 1,89%.

No acumulado das últimas cinco sessões, os referenciais apresentaram perdas. Porém os recuos de apenas pouco menos de meio ponto percentual dos principais índices acionários americanos nem de longe seriam o desfecho para a semana, se a previsão fosse feita dois dias atrás. No período, o Dow Jones teve queda de 0,44%, enquanto o S&P 500 recuou 0,38% e o Nasdaq perdeu 0,61%.

Os desdobramentos das duas últimas semanas em Washington haviam colocado a administração do presidente americano Donald Trump na defensiva e renovaram os receios entre os investidores de que a Casa Branca pode enfrentar problemas para aprovar as suas propostas de reforma tributária. No entanto, os desenvolvimentos recentes e a viagem de Trump à Arábia Saudita para a sua primeira visita no exterior como chefe de Estado ajudaram a arrefecer os temores políticos.

Na quarta-feira o Departamento de Justiça nomeou o ex-diretor do FBI, Robert Mueller, para liderar as investigações sobre a ligação entre a equipe de campanha do então candidato republicano com autoridades russas. A notícia foi vista como positiva pelos investidores.

Além da pausa no noticiário político, o momento favorável para a atividade e o emprego e os lucros corporativos surpreendentes da recente temporada de balanços do primeiro trimestre sustentaram o otimismo entre os investidores.

Fonte: Valor Economico (Assinatura)

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