Brasil precisa tomar decisão rápida sobre a dependência do etanol

Esporte

Outros canais UOL Esporte

Realizado nos anos ímpares, o Salão do Automóvel de Buenos Aires alterna-se nos anos pares com o de São Paulo. Naturalmente é bem menor em área de exposição e nas edições anteriores tinha em geral poucas novidades. A mostra que estará aberta até o próximo dia 20 dessa vez surpreendeu. Até modelos previstos para estrear primeiro aqui e depois lá foram exibidos no centro de exposições La Rural.

Este agitado ano de 2017 no âmbito político, que ameaça atrapalhar a fundamental agenda de reformas econômicas do país, pode explicar certa dispersão entre apresentações e conclusões dos palestrantes do 8º Fórum da Indústria Automobilística, organizado pela Automotive Business, no último dia 17 em São Paulo.

Mobilidade é um tema quase onipresente nos debates sobre presente e futuro das cidades depois que o mundo acelerou a migração do campo para as megaconcentrações urbanas e seus entornos. Entre as diversas facetas discutidas, pelo menos duas têm chamado atenção: uma em razão do potencial de diminuir emissões de gases sob regulamentação e de efeito estufa e a outra, por melhorar as condições de trânsito.

Uma das melhores edições nos últimos anos do Salão do Automóvel de Genebra cerra suas portas no próximo domingo (19) com um legado de tirar o fôlego. Foram tantas novidades, carros-conceito e de sonhos, revelação de tendências e veículos especiais, que visitantes terão dificuldades de relatar tudo o que viram.

Uma das melhores edições nos últimos anos do Salão de Genebra cerra suas portas no próximo domingo com um legado de tirar o fôlego. Foram tantas novidades, carros-conceito e de sonhos, revelação de tendências e veículos especiais, que visitantes terão dificuldades de relatar tudo o que viram.

Sinais ambíguos nesse começo de ano quanto à evolução do mercado brasileiro. Em janeiro passado, comparado ao mesmo mês de 2016, as vendas internas caíram 5,2% (147,2 mil unidades entre automóveis e comerciais leves e pesados). Desanimador para quem acreditava que o país parou de cavar o fundo do poço.

Notícia pouco comentada neste início de ano foi a redução de quase 40% no preço do DPVAT (Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres), também conhecido como "seguro obrigatório". Ele é pago anualmente junto com a primeira parcela do IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores) ou sua cota única.

Até o próximo domingo (22), o Salão de Detroit 2017 terá se transformado em um novo marco, pelo que o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, quer colocar em prática. O México é quem sofrerá com esta política: Trump ameaça taxar as exportações mexicanas, apesar do acordo de livre-comércio vigente -- nada se fala do Canadá, porém.

O difícil ano de 2016 acaba com incertezas sobre o futuro e a velha política se sobrepondo ao ambiente econômico. Ao olhar agora para trás, fica fácil concluir que houve otimismo em excesso, intervencionismo exagerado e pouca avaliação sobre o futuro. Esse ambiente, ou melhor, caldo de cultura levou aos equívocos do InovarAuto em 2012 ao prever vendas de no mínimo 4,5 milhões de unidades em 2016/2017, incluídos veículos leves e pesados.

Poucos atentaram, pelo fato de o Salão do Automóvel de São Paulo ter drenado muito da atenção de todos, mas no penúltimo dia da exposição, em 19 de novembro, completaram-se seis décadas do primeiro carro fabricado no Brasil sob as regras de nacionalização (por peso) anunciadas em 16 de maio de 1956.

Talvez a melhor imagem para explicar as interações entre as crises políticas e econômicas que assolam os países seja a de uma dupla nos ralis: o piloto faz o papel de políticos e governantes, enquanto o navegador representa a economia. Quanto o navegador diz "freada forte e curva acentuada à direita", por exemplo, ai do piloto que não confiar. O carro vai se acidentar e termina tudo ali.

O Salão do Automóvel de Paris, o mais longo entre as exposições internacionais e que se encerra no próximo dia 16, evidenciou a aposta da maioria dos fabricantes em modelos híbridos, híbridos plugáveis e elétricos.

A Jeep, marca do Grupo FCA, tem missão definida para o Compass, seu novo SUV médio-compacto: vender de 2.000 a 2.400 unidades por mês quando a produção estiver estabilizada. Naturalmente, a marca conta com alguma recuperação do mercado brasileiro em 2017.

A Fiat começou a destrinchar o quebra-cabeça em que se envolveu com várias opções na faixa de compactos , ainda o segmento mais importante do mercado brasileiro. A chegada do subcompacto Mobi (leia a apresentação de UOL Carros) provocou um conflito de preços entre o Uno e a versão antiga do Palio, conhecida como Fire.

Tradicionalmente o mercado brasileiro recebe influência do europeu, em particular, pela preferência por modelos de menores dimensões. O Brasil, no entanto, seguiu alguns caminhos próprios ao criar dois segmentos. Um deles só existe aqui, até hoje: picapes pequenas com capacidade de carga de até 700 kg. A pioneira Fiat 147 surgiu em 1978. Outra "criação" nacional foi o SUV compacto derivado de um hatch, ou seja, com estrutura monobloco. O Ford EcoSport estreou em 2003 e só oito anos depois chegou o rival direto, Renault Duster.

A Nissan precisava mesmo de algo diferenciado para dar impulso às vendas no Brasil e diminuir a ociosidade da fábrica de Resende (RJ), até agora restrita ao March e ao Versa. A aposta nos SUVs compactos (em cincos anos o segmento passou de 2% para 10% do mercado), com o lançamento do Kicks, veio com o produto certo, na hora certa.

As estreias de novos produtos levaram ao aumento da competição nas vendas do primeiro semestre. Chevrolet Onix manteve a liderança absoluta (mesmo sem a ajuda do Prisma). Toyota Corolla ampliou sua vantagem, pelo menos enquanto os novos Chevrolet Cruze e Honda Civic não embalarem.

Fonte: UOL

Comentários