Agro teme que enredo reforce preconceito contra o setor

Em meio à polêmica gerada acerca do tema escolhido pela escola Imperatriz Leopoldinense, do Rio de Janeiro, para o carnaval deste ano, as principais entidades ligadas ao agronegócio em Mato Grosso decidiram se manifestar nesta quarta-feira (11).

Por meio de nota – assim como outras associações do País -, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) declarou estar preocupada com a forma negativa com a qual a escola resolveu abordar o tema.

Além de repudiarem a abordagem do samba-enredo, as entidades criticam as alas chamadas “Fazendeiros e Seus Agrotóxicos” e “Pragas e Doenças”, bem como as fantasias confeccionadas pela escola por “denegrirem” a imagem do setor.

A escola, que integra o Grupo Especial do carnaval carioca, vai se apresentar no Sambódromo da Avenida Marquês de Sapucaí no dia 26 de fevereiro à 0h50, com transmissão ao vivo pela Rede Globo.

No comunicado oficial, as entidades ressaltam que “o agro também é motivo de orgulho” e afirmam que os avanços tecnológicos permitiram que a produção no Brasil, hoje, ocorra de maneira sustentável.

Por fim, a nota diz que o agronegócio respeita normas rigorosas para garantir a preservação do meio ambiente e que resguardam em sua produção, as espécies nativas e as terras indígenas.

“Somos o único país com 61% das espécies nativas resguardadas em terras indígenas, unidades de conservação da biodiversidade, Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal. Somente 27,7% do território brasileiro é destinado à agropecuária. O Agro brasileiro é obediente a uma das mais severas e rigorosas legislações sociais e ambientais do mundo”.

O Brasil já foi reconhecido internacionalmente como o país do futebol e do Carnaval. Hoje a realidade é outra: também somos reconhecidos como grande líder na produção de alimentos de forma sustentável, destacando-nos fortemente frente a outros países no mundo. Conquistamos estas posições graças ao talento, à criatividade e ao trabalho do povo brasileiro.

Por respeitar a manifestação cultural do Carnaval e reconhecer seu poder em divulgar a cultura e a história brasileiras, as entidades que representam a agricultura e pecuária de Mato Grosso e a Aprosoja Brasil vêm a público manifestar sua preocupação na forma com que a Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense irá abordar a atividade agropecuária no seu samba-enredo deste ano, cujo tema é “Xingu, o Clamor da Floresta”.

Somos o único país com 61% das espécies nativas resguardadas em terras indígenas, unidades de conservação da biodiversidade, Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal. Somente 27,7% do território brasileiro é destinado à agropecuária. O Agro brasileiro é obediente a uma das mais severas e rigorosas legislações sociais e ambientais do mundo.

Fonte: Midia News

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