Ministério Público afirma que irá recorrer da decisão que absolveu a médica Virgínia Soares de Souza

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) disse que vai demostrar, por meio de recurso, que houve sim antecipação das mortes no caso da médica Virgínia Soares de Souza, que foi inocentada pela 2ª Vara do Tribunal do Júri. O advogado Elias Mattar Assad, que defende a médica, disse que não há nenhum fato criminoso e que "recorrer é coisa de perdedor".

"Nós não temos dúvida nenhuma para se mandar a júri. Nos queremos por meio do recurso demostrar que esse caso deve ser julgado pela sociedade. Nós vamos demostrar que houve sim antecipação das mortes”, disse o promotor Paulo Lima em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira, 21.

A médica, que era chefe da UTI do Hospital Evangélico de Curitiba, foi inocentada em processo criminal e também pelo Conselho Regional de Medicina. Ela também ganhou uma indenização na Justiça do Trabalho no valor de R$ 4 milhões, que terá que ser pago pelo hospital. As informações são dos advogados Elias Mattar Assad e Louise Mattar Assad.

A médica era acusada de provocar mortes de pacientes que estavam na UTI. Os episódios suspeitos foram divulgados em 2013, apósinvestigação do Núcleo de Repressão aos Crimes Contra Saúde (Nucrisa), da Polícia Civil. Segundo a investigação, as mortes dos pacientes eram antecipadas para abrir vagas na UTI daquele hospital.

Segundo nota distribuída pelos advogados nessa quinta-feira (dia 20), a médica “foi injustamente, presa, acusada de práticas criminosas e linchada moralmente”. “Ficou provado que a médica apenas praticou atos com justificativas em literaturas médias e objetivos de salvar vidas de pacientes críticos”, argumentaram os advogados.

“A tese da defesa foi de inocência e ausência de provas”, explicaram os Assad. “O juiz Daniel Surdi de Avelar, da Segunda Vara do Júri de Curitiba julgou improcedente a denúncia e absolveu sumariamente”, completaram. O processo foi encerrado, sem a necessidade de júri popular, segundo os advogados. No entanto, o Ministério Público ainda pode recorrer dessa decisão do juiz. O Ministério Público ainda não foi oficialmente notificado da decisão.

Fonte: Bem Parana

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