(In)Segurança pública

A invasão por quadrilha ao Fórum de Diadema no sábado é apenas um dos retratos da insegurança vivida diariamente pela população brasileira, seja no Grande ABC, na Capital paulista ou em qualquer outra parte do território.

Bandidos chegaram ao local no início da noite, renderam os vigilantes, os vendaram e amarraram e levaram quase 400 armas guardadas no depósito. Apesar de a maioria delas ser revólveres e pistolas, foram subtraídas também submetralhadoras e um fuzil. Isso sem contar dois coletes balísticos e cartuchos de arma calibre 38, utilizados pelos seguranças.

Como se não bastasse o fato de o prédio ter ficado fechado nos últimos dias em virtude do feriado prolongado, as câmeras também não estavam em operação, o que já era de conhecimento da administração. Fica a pergunta: por que não houve reforço de segurança para evitar que algo do tipo pudesse ocorrer, tendo em vista que o Fórum do Guarujá, no Litoral paulista, sofreu ataque semelhante no último dia 8 e 350 armas foram levadas?

Independentemente de quem for a responsabilidade pelo armamento – usado como prova em processos criminais –, está evidente que o atual modelo de gestão é ultrapassado e perigoso. Afinal, nada mais, nada menos do que 391 armas voltaram a ficar em poder de bandidos e poderão – em futuro não muito distante – definir o destino de muitos cidadãos de bem espalhados pela região e até mesmo pelo restante do País.

São necessárias urgência e averiguação completa da ação ocorrida em Diadema para que os bandidos – e demais envolvidos – sejam presos e punidos no rigor da lei. E que as ocorrências nas cidades do Grande ABC e do Litoral paulista sirvam de lição ao poder público para que não se tornem rotina e também passem a ameaçar a integridade de população já tão sofrida. É o mínimo que se pode cobrar.

Fonte: Diário do Grande ABC

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