Noite de caos com saques e tiroteios deixa mais um morto na Venezuela

Nesta sexta (21), deputados da oposição reivindicaram livre direito à manifestação

Após uma noite de caos marcada por saques e tiroteios, a Venezuela registrou uma nova morte na madrugada de ontem. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (21) o prefeito do município de Sucre, na região metropolitana de Caracas. O homem morreu no bairro popular de Petare, no leste da cidade, durante protestos contra o governo de Nicolás Maduro.

"Com muita dor informo a morte por disparo de arma de fogo de Melvin Guaitan, um humilde trabalhador que morava no bairro Petare, em Sucre", disse Ocariz no Twitter. Em outra mensagem, o prefeito afirmou exigir investigação e punição aos culpados.

A onda atual de protestos anti-governo na Venezuela tem provocado conflitos constantes e se estende há mais de 21 dias. Ao todo, foram registrados ao menos nove mortos.

A misteriosa mulher que parou um tanque durante protestos contra o governo na Venezuela

As manifestações não devem parar tão cedo e a oposição convocou novos protestos para o para o próximo sábado (22). "Nossa luta não é de apenas um dia, e sim de todos os dias", afirmou Freddy Guevara, vice-presidente da Assembleia Nacional e porta-voz da MUD (Mesa da Unidade Democrática), principal grupo oposicionista.

A oposição responsabiliza as forças de segurança que reprimem as manifestações pelas mortes, enquanto o governo do presidente Nicolás Maduro acusa os grupos oposicionistas de semearem o "ódio" entre os cidadãos.

Além das mortes, os protestos deixaram centenas de feridos e mais de 550 detidos, dos quais 334 continuam presos, segundo a Organização Não Governamental Fórum Penal Venezuelano.

Na manhã de sexta (21), deputados opositores da Assembleia Nacional foram vistos protestando em frente ao Ministério Interior de Justiça e Paz, na região de Caracas. Eles reivindicaram respeito aos protestos e liberação dos detidos.

Oposição da Venezuela convoca novos protestos contra Maduro no sábado

Nos protestos, foram colocados papéis nas grades do departamento ressaltando a importância do artigo 68 da constituição venezuelana, que estabelece que os cidadãos têm o direito de se manifestar pacificamente e sem armas. O artigo ainda diz que o uso de armas de fogo e substâncias tóxicas é proibido no controle de manifestações pacíficas.

Fonte: R7

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